Abaliété

abaliété /a.ba.lje.te/ féminin

(Philosophie) Qualité d’un être dont l’existence dépend d’un autre.
Partant de là, on peut en déduire les notes caractéristiques de la créature et du Créateur : ce qui caractérise la créature, c’est le fait d’exister par autrui, ab alio, c’est son abaliété ; ce qui caractérise le Créateur, c’est le fait d’exister par lui-même, a se, c’est son aséité. — (Louis Rougier, Histoire d’une faillite philosophique: la Scolastique, 1925, éd.1966)

FONTE:http://fr.wiktionary.org/wiki/abaliété

rythme (Sillamy 1965)

SILLAMY, Norbert. 1965. rythme. In: Dictionaire de la psychologie. Paris: Larousse, p.264.

rythme (du lat. rhythmus, mouvement mesuré et réglé), alternance régulière de certains événements. – Nos fonctions organiques (battements du coeur, sommeil), comme le monde dans lequel nous vivons (succession du jour et de la nuit, des saisons), sont rythmées. Chaque individu a son rythme propre (tempo), qui dépend, à la fois, de son tempérament et de sons éducation. Dans notre société, où l’apprentissage du rythme commence à la naissance, avec l’allaitement _à intervalles réguliers (tétées toutes les trois houres, pois de plus en plus espacées, pour aboutir aux trois repas journaliers de l’adulte), toutes nos activités sont réglées: l’école, le travail, les loisirs, ce qui donne à notre existence sons style particulaire, un peu obsessionnel.. Nos gestes, nos attitudes, nos conduites sont moins libres qu’on ne le croit (tout le monde part en vacances aux mêmes périodes, par ex.); notre comportement est automatisé: ous nous précipitons pour terminer un travail, pour manger et nous reposer. Plus ténéralement, tout moment vital est rythmique et non continu. Dans un monde où les rythmes s’accélèrent, nous oublions notre constituition psychobiologique, et pour suivre lemouvement général nous nous surmenons, ce qui expliquerait, d’après le professeur Sivadon, la recrudescence actuaelle des maladies mentales. (V. fatigue, surmenage.) (Sillamy 1965:264)

Música, corpo e ritmo (Bourdieu 2008)

BOURDIEU, Pierre. 2008. A distinção: crítica social do julgamento. (trad. Daniela Kern; Guilherme J.F. Teixeira) São Paulo: Edusp. [1979]

A arte é, também, “coisa corporal” e a música – a mais “pura” e “espiritual” das artes – é, talvez, simplesmente a mais corporal. Associada a “estados de espírito” que são também estados do corpo ou, como se dizia, humores, a música enleva, suscita o êxtase, póe em movimento, comove: em vez de estar para além, ela se situa aquém das palavras, nos gestos e movimentos do corpo, nos ritmos, a respeito dos quais Piaget afirma, em algum lugar, que eles caracterizam as funções situadas, à semelhança de tudo o que regula o gosto, na junção do orgânico com o psíquico, arrebatamentos e freadas, crescendo e decrescendo, tensões e relaxamentos. (Bourdieu 2008:77)

Seria possível evocar, aqui, em vez da teoria erótica do ritmo (invocada, por exempo, para justificar a aceleração do ritmo que conduz até um ápice seguido por um repouso), a teoria segundo a qual existe uma concordância ou correspondência mais ampla, marcada, por exemplo, ela tendência para produzir movimentos ajustados ao ritmo, entre o tempo da música e os ritmos internos – cf., por exemplo, P. Fraisse. Les Structures rythmiques, Paris, Erasme, 1956; Psychologie du temps, Paris, PUF, 1967. (Bourdieu 2008:512 nota 89).

Lembranças a um espinosista, I. (Deleuze e Guattari 1997)

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. 1997. 1730. Devir-intenso, devir-animal, devir-imperceptível. (trad. Suely Rolnik) In: Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol.4. São Paulo: Ed.34, pp.

PLANO DE CONSISTÊNCIA – PLANO DE COMPOSIÇÃO – NATUREZA – MULTIPLICIDADE DE MULTIPLICIDADES PERFEITAMENTE INDIVIDUADA – MÁQUINA ABSTRATA – PLANO DE EXTENSÃO – SECÇÃO DE TODAS AS FORMAS – MÁQUINA DE TODAS AS FUNÇÕES – PLANO FIXO – PLANO DE IMANÊNCIA – PLANO DE UNIVOCIDADE – PLANO DE VIDA

Criticou-se as formas essenciais ou substanciais de maneiras muito diversas. Mas Espinosa procede radicalmente: chegar a elementos que não têm mais nem forma nem função, que são portanto abstratos nesse sentido, embora sejam perfeitamente reais. Distinguem-se apenas pelo movimento e o repouso, a lentidão e a velocidade. Não são átomos, isto é, elementos finitos ainda dotados de forma. Tampouco são indefinidamente divisíveis. São as últimas partes infinitamente pequenas de um infinito atual, estendido num mesmo plano, de consistência ou de composição. Elas não se definem pelo número, porque andam sempre por infinidades. Mas, segundo o grau de velocidade ou a relação de movimento e de repouso no qual entram, elas pertencem a este ou àquele Indivíduo, que pode ele mesmo ser parte de um outro Indivíduo numa outra relação mais complexa, ao infinito. Há, portanto, infinitos mais ou menos grandes, não de acordo com o número, mas de acordo com a composição da relação onde entram suas partes. Tanto que cada indivíduo é uma multiplicidade infinita, e a Natureza inteira uma multiplicidade de multiplicidades perfeitamente individuada. O plano de consistência da Natureza é como uma imensa Máquina abstrata, no entanto real e individual, cujas peças são os agenciamentos ou os indivíduos diversos que agrupam, cada um, uma infinidade de partículas sob uma infinidade de relações mais ou menos compostas. Há, portanto, unidade de um plano de natureza, que vale tanto para os inanimados, quanto para os animados, para os artificiais e os naturais. Esse plano nada tem a ver com uma forma ou uma figura, nem com um desenho ou uma função. Sua unidade não tem nada a ver com a de um fundamento escondido nas profundezas das coisas, nem de um fim ou de um projeto no espírito de Deus. É um plano de extensão, que é antes como a secção de todas as formas, a máquina de todas as funções, e cujas dimensões, no entanto, crescem com as das multiplicidades ou individualidades que ele recorta. Plano fixo, onde as coisas não se distinguem senão pela velocidade e a lentidão. Plano de imanência ou de univocidade, que se impõe à analogia. O Uno se diz num só e mesmo sentido de todo o múltiplo, o Ser se diz num só e mesmo sentido de tudo o que difere. Não estamos falando aqui da unidade da substância, mas da infinidade das modificações que são partes umas das outras sobre esse único e mesmo plano de vida.

Ciência moderna (Merleau-Ponty 1957)

MERLEAU-PONTY, Maurice. 2000. A ciência moderna e a idéia de natureza. In: A Natureza: curso do Collège de France. (trad. Álvaro Cabral) São Paulo: Martins Fontes, pp.131-81. [1956-60]

FINALISMO (o natural artificial), MECANICISMO (o artificial natural) e FILOSOFIA (o artificial frente ao natural):

O pensamento finalista tem necessidade do mecanicismo para rechaçar a hipervitalidade. Do mesmo modo, o mecanicismo, que identifica máquina e organismo, subentende o construtor que regula a máquina. O mecanicismo afirma um artificial natural e o finalismo afirma um natural artificial. A filosofia, ao contrário, é uma vontade de confrontar o artifício humano com o seu exterior, com a Natureza. (Merleau-Ponty 2000:136)

CIÊNCIA como SELEÇÃO:

Não se tem certamente que pedir à ciência uma nova concepção da Natureza, pronta e acabada, mas encontramos nela com o que eliminar as falsas concepções da Natureza. (Merleau-Ponty 2000:137)

CIBERNÉTICA, NATUREZA e ARTIFÍCIO:

Não é possível falar da Natureza sem falar da cibernética. Talvez isso não seja mais do que um ultrafinalismo sem mecanismo; mas não podemos pensar a Natureza sem nos darmos conta de que a nossa idéia da Natureza está impregnada de artifício. (Merleau-Ponty 2000:138)

A CIÊNCIA MODERNA ESQUECE SUA METAFÍSICA (o caso do organismo):

É isso que é simultaneamente excitante e exasperador no cientista: ele procura pontos de apoio de que se possa valer para apreender o fenômeno, mas não usca compreendê-lo. Assim, por exemplo, em embriologia, os cientistas entrevêem uma filosofia da vida, mas esquecem o que descobriram. [...] Tudo se passa como se, quando se produz uma seção [no organismo], o que uremanesce vai resignar-se a considerar a situação, a fazer de um dois ou de dois um, como se houvesse imanência do todo nas partes. Mas o cientista ocupa-se pouco em fazer a “filosofia do organismo”. [...] [O] cientista, a partir do momento em que possui os seus desencadeadores, não formula mais problemas, esquece que lhe cumpre explicar a ação do todo sobre as partes, e isso porque realizou o todo e pode agir sobre este. (Merleau-Ponty 2000:138-9)

VER (filosofia) e INTERVIR (ciência):

A preocupação do filósofo é ver; a do cientista é encontrar pontos de apoio para explicar o fenômeno. O seu pensamento não é dirigido pela preocupação de ver, mas de intervir. Quer escapar ao atoleiro do ver filosófico. Por isso trabalha frequentemente como um cego, por analogia. Conseguiu uma boa solução? Ele trata de experimentá-la numa outra coisa, porque teve êxito na primeira. O cientista tem a superstição dos meios que são bem sucedidos. Mas nessa tentativa para assegurar-se de um ponto de apoio, o cientista desvenda mais do que, de fato, vê. O filósofo deve ver nas costas do físico o que este não vê por si mesmo. (Merleau-Ponty 2000:139)

O ABSOLUTO RELATIVO na LINGUAGEM:

O Absoluto na linguagem não é um absoluto imediato. Se a linguagem deve ser a alma do Absoluto, ela deve ser absoluta no relativo. (Merleau-Ponty 2000:139)

OS TRÊS PROBLEMAS da CONCEPÇÃO de LAPLACE:

Este pensamento afirma: [...] 1) Um causalismo [...]. No fundo, essa concepção é uma afirmação teológica, é a afirmação de uma visão da totalidade capaz de abranger toda a evolução do mundo. [...] 2) Uma concepção analítica do Ser [...]. Esta é a idéia cartesiana da decomposição do complexo em simples, que exclui toda consideração da composição como realidade original. [...] 3) Uma concepção espacial do ser natural [...]. O que exclui a idéia de um ser em devir, em mudança (Merleau-Ponty 2000:143)

A QUESTÃO QUE TODO SOCIÓLOGO DEVERIA FAZER:

O que se pode dizer de sério quando não se é técnico? (Merleau-Ponty 2000:143)

METAFÍSICA como o SENTIDO da FÍSICA:

Pode a física fornecer uma imagem da realidade? [...] É nessa junção do univerfso do cientista e do universo da linguagem que cupre examinar a mecânica quântica, no momento em que o cientista-filósofo procura dar um sentido ao seu formalismo. [...] [O] que contará para nós é o aparecimento de uma nova ontologia científica (Merleau-Ponty 2000:144)

ZENÃO e FÍSICA QUÂNTICA:

Os problemas formulados pela mecânica ondulatória à lógica são bastante comparáveis àqueles apresentados pelo problema de Zenão. [...] Da mesma maneira, o pensamento clássico só quer considerar determinações positivas, compô-las numa realidade única. Ora, a mecânica ondulatória afirma a impossibilidade de compô-las numa realidade pré-formada e completamente acessível, assim como é impossível para Zenão formar o movimento a paritr de pontos. (Merleau-Ponty 2000:148)

A FUNÇÃO Ψ (x, y, z):

A razão desse esforço em direção a uma nova lógica tem a ver com a nova relação estabelecida entre a coisa observada e a medida. (Merleau-Ponty 2000:149)

O APARELHO:

Para os clássicos, o aparelho é o prolongamento dos nossos sentidos. Do ponto de vista gnoseológico, os aparelhos são comparados a uma sensorialidade mais precisa, eles nos fazem conhecer o estado de uma coisa. [...] O aparelhos [em mecânica ondulatória] não nos apresenta o objeto. (Merleau-Ponty 2000:150)

VAI TER SIDO:

Não se pode dizer em que momento é tomada a decisão: ela está sempre para ser tomada ou já foi tomada. ela vai ter sido. A última gota de água opera muito mais que as outras gotas de água: ela opera uma reorganização de todo o conjunto. É assim que se conhece, em todos os modelos do conhecimento. (Merleau-Ponty 2000:153)

REALISMO QUÂNTICO:

O pensamento clássico coordena os fenômenos num modelo objetivo da Natureza. É essa unificação que nos parece impossível no nível da mecânica quântica. Se uma filosofia puder corresponder à mecânica quântica, será uma filosofia mais realista, cuja verdade naõ será definida em termos transcendentais, e também mais subjetivista. Ao “eu penso” universal da filosofia transcendental deve suceder o aspecto situado e encarnado do físico. (Merleau-Ponty 2000:156)

REALIDADE QUÂNTICA e CONHECIMENTO:

Sabemos que um processo deve serobservado para ser conhecido e que essa observação o muda em sua essência. Nós o sabemos pelas dificuldades da auto-observação, na qual o sujeito do conhecimento torna-se seu objeto (Bohr).” (Weizsäcker, in: Merleau-Ponty 2000:157)

ATITUDE ISOLANTE x ATITUDE NATURAL:

Cumpre distinguir assim a percepção como atitude isolante, tal clomo pode ensiná-la o professor de desenho, que faz com que eu dê a cada coisa uma grandeza numerável, e a percepção como atitude natural, na qual semelhante operação é impossível. No campo natural, vou eencontrar seres ambíguos, que não são nem ondas nem corpúsculos. O que é o vento percebido? Alguém, uma coisa, um fenômeno? É as três coisas ao mesmo tempo: uma sequência demovimentos sem móveis, de comportamentos sem sujeitos, como a cauda do cometa ou a estrela cadente (Husserl), isto é, seres prováveis que se reduzem a um feixe de probabilidades [...], seres não determinados, sem que essa indeterminação os converta em quaisquer [...], seres negativos, dos quais toda a essêncai consiste em ser uma ausência [...], seres nem finitos nem infinitos. (Merleau-Ponty 2000:160)

A TAREFA NEGATIVA DA CIÊNCIA:

Se tudo isso é verdadeiro, percebe-se que o sentido da física é o de nos fazer realizar “descobertas filosóficas negativas” ao mostrar que “certas afirmações que pretendem ter validade filosófica na verdade não a têm” [London e Bauer]. Ela nos ensina que a concepção laplaciana do Ser, assim como a ontologia do senso comum, não possui coerência absoluta. A física destrói certos preconceitos do pensamento filosófico e do pensamento não-filosófico, sem que por isso seja uma filosofia. Ela limita-se a inventar vieses para encobrir a carência dos conceitos tradicionais, mas não formula conceitos legítimos. Provoca a filosofia, impele-a a pensar os conceitos válidos na situação que é a sua. O que não quer dizer que a percepção contém tudo. É a crítica interna da física que nos leva a tomar consciência do mundo percebido. [...] A mediação do saber permite-nos reencontrar indiretamente e de um modo negativo o mundo percebido que as idealizações anteriores nos tinham feito esquecer. (Merleau-Ponty 2000:161)

A ciência pode fazer somente “descobertas filosóficas negativas” [London e Bauer], dizer-nos o que o espaço não é, o que o tempo não é, mas sob a condição de que se compreenda que essas negações não devem ser tomadas como afirmações disfarçadas. A ciência não fornece ontologia, mesmo sob forma negativa. Ela tem somente o poder de destituir as pseudo-evidências de seu pretenso caráter de evidência. (Merleau-Ponty 2000:171)

ESPAÇO EUCLIDIANO:

O espaço euclidiano não pode serconsiderado uma condição a priori de nossa ciência e de nossa experiência. Não é uma estrutura de direito. Os geômetras não-euclidianos, ao generalizarem a noção de espaço, fazem do espaço euclidiano um caso particular. (Merleau-Ponty 2000:163)

A NATUREZA e o SENTIDO do ESPAÇO:

A própria questão da natureza do espaço não tem sentido. (Merleau-Ponty 2000:163)

Colocar a questão da natureza em si do espaço é admitir um kosmos théoros [contemplador do mundo]. A questão não se põe no caso dos seres vivos, pois não tem sentido: o espaço faz parte da situação; ora, um espaço de situação não é um espaço em si. (Merleau-Ponty 2000:166)

PLANOLÂNCIA (citando H.Reichenbach, Atome et cosmos):

(Merleau-Ponty 2000:164-5)

O artifício de Reichenbach é enganador, uma vez que ele representa por três dimensões um espaço que tem somente duas. Na medida em que sua analogia é transcrita em linguagem euclidiana, ela corre o risco, justamente por essa razão, denos enganar. Segundo tais analogias, imaginamos que o espaço não-euclidiano está presente aos sentidos de um ser vivo, que se pode ver em duas dimensões assim como nõs vemos em três dimensões. (Merleau-Ponty 2000:166)

O ESPAÇO NÃO É ALGO, mas PODE SER PARAMETRADO:

O espaço não é algo. As diferentes geometrias são métricas, e as métricas não são nem verdadeiras nem falsas e, por conseguinte, os resultados dessas diferentes métricas não são alternativas. [...] [O]s resultados da teoria da relatividade, se confirmam a objetividade do espaço riemaniano, não nos autorizam a dizer que o espaço é riemaniano. Trata-se de “parametrar” e nada mais que isso. (Merleau-Ponty 2000:166-7)

PERCEPÇÃO, SER e CIÊNCIA:

O campo perceptivo nos oferece o primeiro modelo do Ser sobre o qual a ciência trabalha a fim de dar uma visão articulada do Ser. (Merleau-Ponty 2000:170)

A NATUREZA INDEXICAL E ARTIFICIAL da CIÊNCIA:

A ciência é um conjunto rigoroso de elementos construídos, que não podemos separar do todo que o justifica. (Merleau-Ponty 2000:172)

TEMPO e PERSPECTIVISMO:

O fenômeno da pluralidade de tempos é um fenômeno de perspectiva. A concepção do físico relativista é uma concepção egocêntrica. Pensa numa situação e dá-nos a representação que se pode fazer das outras situações a partir daquela, sendo entendido que a situação estacionária é uma qualquer. Ele prefere multiplicar as visões egocêntricas sucessivas a operar a coexistência filosófica do tempo dos diferentes observadores. Através das equações, atinge um solipsismo de vários. Pensa o mundo sucessivamente de todos os pontos de vista, mas nunca simultaneamente de todos os pontos de vista. O que o filósofo procura são as condições de possibilidade de uma tal equação. O filósofo parte da relatividade inerente a cada obserador e pergunta-se como é possível uma intersubjetividade, como surgiu essa idéia de coexistência; procura destacar o sentido profundo de nossa situação singular e de nossa pertença a um mesmo mundo. Trata-se de justificar o pensamento físico por outras razões que não as suas próprias e de dar significações ontológicas para as dificuldades práticas com que o cientista se defronta, de compreendê-lo melhor do que ele próprio se compreende, sendo próprio do filósofo compreender melhor do que aqueles que fazem aquilo o que eles fazem. (Merleau-Ponty 2000:176-7)

FILOSOFIA DA CIÊNCIA:

Por que não admitir que a física, por mais objetiva que seja, pode ser altamente significativa para a filosofia? Como Bergson mostra em sua Introdução à metafísica, por trás da autoridade da ciência, há todo o halo da ciência entregue ao seu trabalho, e essa atmosfera está repleta de filosofia. (Merleau-Ponty 2000:179)

RELATIVIDADE e SENSO COMUM:

O resultado da Relatividade não está em suas formulações exotéricas. Não se trata de destruir as idéias do senso comum, mas de as tornar mais precisas. (Merleau-Ponty 2000:181)

To fiction

fiction (Online Etimology Dictionary)
late 14c., “something invented,” from O.Fr. ficcion (13c.) “dissimulation, ruse; invention,” and directly from L. fictionem (nom. fictio) “a fashioning or feigning,” noun of action from pp. stem of fingere “to shape, form, devise, feign,” originally “to knead, form out of clay,” from PIE *dheigh- (cf. O.E. dag “dough;” see dough). As a branch of literature, 1590s.

Definition of FICTION (Merriam-Webster)
1. a : something invented by the imagination or feigned; specifically : an invented story b : fictitious literature (as novels or short stories) c : a work of fiction; especially : novel
2. a : an assumption of a possibility as a fact irrespective of the question of its truth b : a useful illusion or pretense
3: the action of feigning or of creating with the imagination
— fic·tion·al adjective
— fic·tion·al·i·ty noun
— fic·tion·al·ly adverb

Examples of FICTION
She believes the fiction that crime rates are up.
most stories about famous outlaws of the Old West are fictions that have little or nothing to do with fact

Origin of FICTION
Middle English ficcioun, from Middle French fiction, from Latin fiction-, fictio act of fashioning, fiction, from fingere to shape, fashion, feign — more at dough
First Known Use: 14th century
Related to FICTION
Synonyms: fable, fabrication, fantasy (also phantasy), figment, invention
Antonyms: fact, materiality, reality

O “fato da associação” em Durkheim (1894)

DURKHEIM, Émile. 2002. Les règles de la méthode sociologique. Chicoutimi: Les Classiques des Sciences Sociales. [1894].

Mais, en réalité, aussi loin qu’on remonte dans l’histoire, le fait de l’association est le plus obligatoire de tous ; car il est la source de toutes les autres obligations. (Durkheim 2002:62)

Mais, dira-t-on, puisque les seuls éléments dont est formée la société sont des individus, l’origine première des phénomènes sociologiques ne peut être que psychologique. En raisonnant ainsi, on peut tout aussi facilement établir que les phénomènes biologiques s’expliquent analytiquement par les phénomènes inorganiques. En effet, il est bien certain qu’il n’y a dans la cellule vivante que des molécules de matière brute. Seulement, ils y sont associés et c’est cette association qui est la cause de ces phénomènes nouveaux qui caractérisent la vie et dont il est impossible de retrouver même le germe dans aucun des éléments associés. C’est qu’un tout n’est pas identique à la somme de ses parties, il est quelque chose d’autre et dont les propriétés diffèrent de celles que présentent les parties dont il est composé. L’association n’est pas, comme on l’a cru quelquefois, un phénomène, par soi-même, infécond, qui consiste simplement à mettre en rapports extérieurs des faits acquis et des propriétés constituées. N’est-elle pas, au contraire, la source de toutes les nouveautés qui se sont successivement produites au cours de l’évolution générale des choses ? Quelles différences y a-t-il entre les organismes inférieurs et les autres, entre le vivant organisé et le simple plastide, entre celui-ci et les molécules inorganiques qui le composent, sinon des différences d’association ? Tous ces êtres, en dernière analyse, se résolvent en éléments de même nature ; mais ces éléments sont, ici, juxtaposés, là, associés ; ici, associés d’une manière, là, d’une autre. On est même en droit de se demander si cette loi ne pénètre pas jusque dans le monde minéral et si les différences qui séparent les corps inorganisés n’ont pas la même origine. [...] En vertu de ce principe, la société n’est pas une simple somme d’individus, mais le système formé par leur association représente une réalité spécifique qui a ses caractères propres. Sans doute, il ne peut rien se produire de collectif si des consciences particulières ne sont pas données ; mais cette condition nécessaire n’est pas suffisante. Il faut encore que ces consciences soient associées, combinées, et combinées d’une certaine manière ; c’est de cette combinaison que résulte la vie sociale et, par suite, c’est cette combinaison qui l’explique. En s’agrégeant, en se pénétrant, en se fusionnant, les âmes individuelles donnent naissance à un être, psychique si l’on veut, mais qui constitue une individualité psychique d’un genre nouveau. C’est donc dans la nature de cette individualité, non dans celle des unités composantes, qu’il faut aller chercher les causes prochaines et déterminantes des faits qui s’y produisent. Le groupe pense, sent, agit tout autrement que ne feraient ses membres, s’ils étaient isolés. Si donc on part de ces derniers, on ne pourra rien comprendre à ce qui se passe dans le groupe. En un mot, il y a entre la psychologie et la sociologie la même solution de continuité qu’entre la biologie et les sciences physico-chimiques. Par conséquent, toutes les fois qu’un phénomène social est directement expliqué par un phénomène psychique, on peut être assuré que l’explication est fausse. (Durkheim 2002:61-2)

O FATO DA ASSOCIAÇÃO: A associação como causa primeira que se causa a si mesma. Durkheim encontra aqui o ponto de vista sociológico universal melhor trabalhado por Gabriel Tarde, constatando que tudo é sociedade pois tudo é associação e que cabe ao sociólogo justamente investigar as variações e variedades dessa síntese disjuntiva. Vale seguir os passos do argumento.

(1) Durkheim questiona a redução do social ao psicológico comparando-a à redução do biológico ao inorgânico e argumentando que, em ambos os casos, “um todo não é idêntico à soma de suas partes”.
(1.1) O primeiro passo pode ser desdobrado: assim como os fenômenos biológicos não são causados e inexistem nos elementos inorgânicos, tendo sua causa na especificidade de sua associação, os fenômenos especificamente sociais não são causados por fatores psicológicos, mas por fatores especificamente sociais, uma realidade sui generis que emerge de um processo de associação.
(1.2) Note-se que tanto os fenômenos “sociais” quanto os “biológicos” devem sua especificidade a processos de associação e, portanto, são fenômenos sociais.
(2) Durkheim concebe então “a associação” como “a fonte de todas as novidades que se produzem sucessivamente no curso da evolução geral das coisas”, argumentando que todas as diferenças entre os seres (incluindo aqui o mundo inorgânico) se devem a diferenças na maneira como “elementos de mesma natureza” se associam.
(3) A sociedade é então definida como um sistema formado pela associação de indivíduos e que tem características distintas daquelas presentes nos próprios indivíduos.
(3.1) Desdobrando: a sociedade não existe sem os indivíduos, mas ela não é definida por eles mas sim por algo que os transborda, i.e., pela especificidade de sua associação.
(3.2) Proponho que “indivíduos” (Durkheim fala ainda em “consciências/almas particulares”) aqui podem ser entendidos como os “elementos de mesma natureza” que Tarde buscou alcançar com sua transformação do conceito leibniziano de mônada.
(4) Os fatos sociais são causados pela especificidades das associações, e não por aquelas dos elementos associados.

Bernard Stiegler on “Man and Technics”

O que é a Sociologia? (Fernandes 1959)

FERNANDES, Florestan. 1974. O que é a Sociologia? In: Elementos de sociologia teórica. São Paulo: Editora Nacional, pp.19-32. [1959]

ORDEM SOCIAL:

[A] ordem social, inerente às diversas modalidades de manifestação organizada da vida, oferece o ponto de referência através do qual os fenômenos socials devem ser descritos sociologicamente. (Fernandes 1974:21)

SOCIEDADE e NATUREZA:

[O]s organismos vivem em condições que convertem a agregação ou/e a associação em necessidade vital. A sociedade não se opõe à natureza, pois representa o seu prolongamento na organização dos processos da vida. (Fernandes 1974:21)

OS 4 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DA VIDA (“qualificações provisórias e precárias”): (1) ORDEM BIÓTICA (plantas); (2) ORDEM BIOSSOCIAL (insetos); (3) ORDEM PSICOSSOCIAL (macacos); (4) ORDEM SOCIOCULTURAL (humanos).

O que se pode chamar de ordem social, em cada um desses níveis de organização da vida, é portanto algo extremamente variável. [...] Daí a conclusão de que as expressões mais altas da vida social acham seus fundamentos em tendências de agregação ou de associação que são universais entre os seres vivos, das plantas aos anomais (Fernandes 1974:23)

SOCIEDADE e NATUREZA:

À medida que o campo de adaptações dos organismos passa a depender, de maneira crescente e dominante, de elementos e de fatores superorgânicos, qualquer que seja sua origem ou natureza, aumenta a plasticidade das relações dos organismos entre si e a faculdade deles de exercer controles ativos sobre as condições normais de vida. Isso faz com que a ordem social se transforme de requisito da organização da vida, o que é verdadeiro para os organismos, cuja sobrevivência depende da agregação ou da associação, em fator de diferenciação e de reintegração das formas de organização da vida. A evolução [...] cultural do homem contém as melhores evidências desse processo, que confere à ordem social o poder de interferir na configturação do padrão de equilíbrio da natureza. (Fernandes 1974:25)

O PONTO DE VISTA SOCIOLÓGICO UNIVERSAL (e o ser humano):

Em suma, como o biólogo e o psicólogo, o socióloo também lida com os fenômenos da vida. Apenas, trata-os de um ponto de vista especial, que o leva a estudar, sistematicamente, as influências exercidas pelas condições coletivas de existência sobre os mecanismos adaptativos dos seres vivos. Sua unidade de trabalho não são nem os organismos nem as propriedades que eles possuem. Mas, o modo pelo qual os organismos se congregam socialmente e as consequências que daí advêm para as formas de organização da vida. Dessa perspectiva, cabe à sociologia estudar todas as espécies ou variedades de fenômenos sociais, pertinentes às comunidades vegetais, às comunidades animais ou às comunidades humanas [Nota de rodapé: Alguns autores também se preocupam com as questões que a sociologia poderia se propor tendo em vista a organização da matéria e a continuidade do inorgânico ao orgânico]. A faculdade de viver socialmente não é exclusiva do homem. O que parece ser peculiar ao homem é o modo de viver socialmente articulado à comunicação simbólica, à socialização pela transmissão da herança cultural e à convivência fundada em uma ordem social. (Fernandes 1974:29-30)

AS DUAS TAREFAS DA SOCIOLOGIA HOJE (1959):

1o) obter sobre os fenômenos sociais sub-humanos conhecimentos comparáveis aos acumulados pelos sociólogos mediante o estudo das sociedades humanas, as quais permitem explicar as condições de existência social através dos requisitos específicos da interação social em dado nível da vida; 2o) dar nova orientação à análise comparativa dos fenômenos sociais, de modo a estender as explicações sociológicas às propriedades elementares e universais desses fenômenos. (Fernandes 1974:30)

DEFINIÇÃO SINTÉTICA DE SOCIOLOGIA:

Em síntese, a sociologia é a ciência que tem por objeto estudar a interação social dos seres vivos nos diferentes níveis de organização da vida. (Fernandes 1974:31)

Uma vida por nascer (Combes 2002)

COMBES, Muriel. 2002. Une vie à naître. In: Pascal Chabot (coord). Simondon. Paris: Librairie Philosophique J. Vrin, pp.31-51.

DEFINIÇÃO DE SUJEITO

Pour le dire de manière raccoucie, ce que Simondon nomme sujet, c’est l’individu vivant en tant qu’associé à une réalité préindividuelle capable de provoquer sa participation à l’individuation d’un collectif. (Combes 2002:31)

VISÃO e DISPARAÇÃO (resolução sem simplificação)

[L]e probleme de la vision consiste dans la disparation des “ensembles jumeaux non totalement superposables” (IG, note 15 p. 203) que sont les images rétiniennes gauche et droite. La résolution de ce problème ne se fait pas par simplification, abstraction ne retenant que les caractères communs aux deux images, mais conserve tous les détails particulers de chaque image, intégrés dans une nouvelle dimension (la perception en profondeur). (Combes 2002:33)

A SOLUÇÃO RECOBRE O PROBLEMA:

L’opération est recouverte par son résultat, devenant invisible en lui; la solution naissante efface les composantes du problème. (Combes 2002:33)

PERCEPÇÃO, POLARIZAÇÃO, INTENSIDADE

Si la perception est une activité vitale, c’est qu’elle est une activité polarisée. Percevoir, ce n’est pas, contrairement à ce que prétend la théorie de la forme, découvrir une “bonne forme”, mais c’est, pour celui qui perçoit, découvrir la polarité, l’orientation de cette forme par rapport à sa propre polarité ou orientation dans le monde. “Cette existence d’une polarité perceptive joue un rôle prépondérant dans la ségrégation des unités perceptives [...]. Le sujet perçoit de manière à s’orienter par rapport au monde” (IPC, p. 89). C’est pourquoi cette ségrégation est affaire non de quantité ni de qualité mais d’intensité: “L’intensité d’information suppose un sujet orienté par un dynamisme vital” (IPC, p. 88). (Combes 2002:35)

INDIVIDUAÇÃO e INDIVIDUALIZAÇÃO

“Il n’y a pas à proprement parler une individuation psychique, mais une individualisation du vivant qui donne naissance au somatique et au psychique” (IPC, p.134). L’individuation biologique qui donne naissance à un vivant se perpétue en une individualisation. Et, dans l’individu qui a subi une individualisation créant en son sein une nouvelle structuration, “pensée et fonctions organiques sont du vital dédoublé” (IPC, p.133).(Combes 2002:38)

PROVOCAR e CONDICIONAR

C’est dans cet écart entre provoquer et conditionner que s’inscrit l’espace propre du problème requérant l’invention de solutions: que la vie provoque du psychique à exister, cela signifie précisément qu’elle ne le recèle pas. (Combes 2002:38 nota 1)

O PENSAMENTO É O INDIVÍDUO PSÍQUICO DO INDIVÍDUO SOMÁTICO

En résumé, si l’on peut parler d’individuationm, ou, peut-être, de quasi-individuation psychique, c’est au sens d’une “individuation intérieure” (IG, p.27) à un individu déjà individué. [...] Par “corps” et “pensée”, Simondon n’entendra au fond jamais rien d’autre qu’un tel ensemble de spécialisations somatiques et de schèmes psychiques, qu’il est impossible de rapporter à des termes substantiels séparés sans aussitôt dématérialiser l’âme et déspiritualiser le corps. (Combes 2002:40)

A EXPERIÊNCIA DO TRANSINDIVIDUAL

L’expérience du transindividuel c’est l’expérience d’un tel excès; non le lieu d’un propre de l’homme, d’une distance par rapport à la vie. Mais le lieu d’un écart dans l’être sujet, le lieu où se fait jour l’insuffisance de la forme de vie individuelle du point de vue de la puissance plus qu’individuelle avec laquelle l’individu est en relation. (Combes 2002:43)

REENCONTRAR O TRANSINDIVIDUAL

Rencontrer le transindividuel, d’est faire l’épreuve de ce qui excÈde le fonctionnement (vital aussi bien que social) du déjà individué; c’est faire l’épreuve de l’affectivité comme source de problèmes nouveaux; à la limite, c’est être affecté par l’affectivité elle-même,en tant qu’elle cesse de fonctionner comme faculté régulatrice. À proprement parler, le sujet n’a de relation À lui-même, comme sujet, que dans ce pli de l’affectivité où il s’éprouve comme écart entre individu et autre qu’individu. (Combes 2002:39-40)

La rencontre du transindividuel est une expérience affective qui implique toujours d’outres sujets que celui qui la fait, d’autres que lui avec lui; ce qu’il y éprouve n’est cependant pas quelque chose de tel que “l’autre” en lui, mais ce qu’il y a de plus qu’un en lui avec ce qu’il y a de plus qu’un en l’autre. Le paradoxe inhérent À cette expèrience est que, à l’occasion de qualque chose qui a la forme de la rencontre d’un autre, ce qui est rencontré est tout autant soi comme plus qu’individu: l’autre comme plus qu’individu est l’occasion de la découverte de quelque chose qui, en un sens, conditionne cette rencontre (du préindividuel en moi, que je pressens avant d’en faire l’épreuve de ce qui est avec soi comme plus que soi et qui est avec l’autre comme plus que l’autre: le transindividuel. “Le transindividuel, écrit Simondon, est avec l’individu, mais il n’est pas l’individu individué. Il est avec l’individu selon une relation plus primitive que l’appartenance, l’inhérence ou la relation d’extériorité” (IPC, p. 193). Cette affection de soi par un dehors porté avec soi et qui n’est pas soi est une espérience de l’affectivité pour laquelle il serait inadéquat de parler d’”auto-affection”. (Combes 2002:45-6)

O PROBLEMA DA FENOMENOLOGIA É A PRÓPRIA DISTINÇÃO ENTRE “EXISTÊNCIA” E “FENÔMENO”

[B]ien que mon existence ne soit sans doute pas un phénomène, je ne puis connaître cette existence que comme elle m’apparaît, c’est-à-dire comme un phénomène. Cette interiorisation, au sein du sujet, de la rupture entre sujet et objet, est, comme l’a souvent remarqué Gilles Deleuze, le signe d’une impossibilité de maintenir une frontière nette entre dedans et dehors, l’expérience de l’auto-affection étant celle d’une ressaisie de l’intimité comme du dehors. (Combes 2002:44)

A PROVA DO TRANSINDIVIDUAL

L’épreuve du transindividuel, où la tension éprouvée est entre de l’individué et du préindividuel, indique au contraire que le sujet est impensable indépendamment du “réel antérieur à l’individuation” qu’il retient en lui, rétention qui ne se donne pas à éprouver comme pure réceptivité mais comme polarité, être en relatino avec des éléments singuliers de monde, et, avec eux, des potentiels. (Combes 2002:45)

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Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Grupo de Pesquisa Conhecimento, Tecnologia e Mercado (CTeMe).

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